
Olá Moçada!
Primeiramente quero parabanizar as razões do nosso viver: as mulheres.
Feliz dia internacional da mulher (como se os outros 364 dias do ano também não fossem delas).
Bom, estamos de volta a nossa realidade nada virtual de estrada sem fim, canseira, noites mal dormidas, pop e rock e barulho bom, trash food de fim da noite, café, vodka e pó de guaraná. Ou seja, tudo que a gente mais gosta!
Esse fim de semana foi o primeiro após nossa pequena parada de 20 dias da banda. Acho que nenhuma profissão enferruja mais rapidamente o profissional do que a de músico. Eu falo isso porque parecia que eu não tocava baixo há uns mil anos... Meu Deus, que dificuldade. Eu não sabia se eram meus dedos que não acompanhavam minhas ordens ou se minhas ordens que não entendiam meus dedos, credo.
Mas tudo bem, acho que só eu passei por isso, os outros caras da banda sempre foram mais dedicados que eu, ou então enganam melhor do que eu...
Bom, fora minhas lamentações contra-baixísticas, os shows foram muitos bons. Ambos marcaram nossas segundas apresentações nas cidades de Atibaia e Bragança Paulista.
Sexta tocamos na Ego Lounge, onde o rango é japonês e batemos nosso recorde de demora pra jantar, a final não é fácil comer com os hashis.
O público lá é exigente e te encara do começo ao fim. O show foi bem legal, apesar do palco quase cair durante nossas danças acrobáticas não ensaiadas. A galera gostou e mês que vem estaremos lá outra vez.
No sábado tocamos em Bragança no Armazén Original. Pô, que legal tocar lá, não que não seja nos outros lugares, mas o pessoal que frequenta a casa vai especialmente pra ver as bandas e cobra um repertório legal, presença de palco e profissionalismo. Ou seja ferrou pra nós... HA HA HA. O show foi pra cima total, como diria nosso vocalista Du Nalesso e a moçada não arredou o pé da frente do palco até o fim (e olha que tocamos por quase duas horas).
No fim do show, tive a sensação de que é muito bom descansar, tirar férias, sair da rotina, mas é bem melhor voltar a fazer o que a gente ama, com os caras que eu escolhi pra serem meus irmãos.
Valeu popmind, bom retorno pra nós.
Espero que meus dedos entendam que agora não sou mais um surfista-meia-boca-de-jacaré-de-fim-de-temporada. HA HA HA.
Obs: O chapéu que estou usando na foto não é meu, nem a prancha infantil. A sunga é minha. Os objetos do Thiago Menê são dele, até a prancha... O cara manja muito de ondas nanicas.
Bjão.
Sandro Paixão.
